Empresário morto em Guarulhos foi atingido por tiros de dois fuzis diferentes; foram feitos ao menos 29 disparos

Após o crime, os atiradores fugiram em um Gol preto, abandonado nas proximidades do aeroporto.

O empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no fim da tarde desta sexta-feira (8), foi atingido por disparos de pelo menos dois fuzis. As investigações preliminares apontam que os assassinos utilizaram armas de calibres diferentes: um fuzil 5.56 e outro 7.62. O corpo de Gritzbach ainda passará por perícia, até o momento foi constatado que foram feitos 29 disparos, conforme as cápsulas encontradas no local.

O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). No ataque, outras pessoas também foram feridas. Uma delas, atingida por estilhaços, recebeu atendimento no aeroporto e foi liberada. Outra, ferida na mão, está internada em quadro estável no Hospital de Guarulhos. A situação mais delicada é de uma terceira vítima que passou por cirurgia na mesma unidade. A identidade dessas três pessoas não foi revelada.

Após o crime, os atiradores fugiram em um Gol preto, que foi abandonado nas proximidades do aeroporto. Equipes do 3º Batalhão de Polícia de Choque recuperaram o veículo na Avenida Otávio Braga de Mesquita, ainda em Guarulhos, pouco tempo depois do ataque. As investigações continuam para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

Em março deste ano, Gritzbach firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em que revelou supostos esquemas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e denunciou suposta extorsão envolvendo policiais civis de São Paulo. Ele estava jurado de morte pela maior facção criminosa do país desde então.

Ainda segundo o MP-SP, Gritzbach teria mandado matar dois integrantes do PCC, Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Ele negava envolvimento com os crimes.

Em nota, a Secretaria de Segurança de São Paulo afirmou que “o policiamento no local e imediações segue reforçado com PMs do batalhão de área e do Choque”. Já a GRU AIRPORT, concessionária que administra o aeroporto, informou “que a polícia foi prontamente acionada, assim como a equipe médica do aeroporto”.

Com informações de O Globo.

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