Em sabatina sem ataques, Boulos encampa proposta de Marçal para atrair seus eleitores e pede voto ao ex-coach

Marçal diz, no entanto, que jamais votará na esquerda e se lança candidato à Presidência em 2026

Em sabatina online na sexta-feira (25), o deputado Guilherme Boulos (PSOL) buscou diálogo com eleitores de Pablo Marçal (PRTB) visando atrair apoio no segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Boulos se comprometeu a adotar uma das propostas de Marçal, caso eleito: incluir a educação financeira no currículo da rede municipal de ensino. E pediu voto ao ex-coach, que, no entanto, respondeu: “Não voto na esquerda jamais”. Frisou, porém, que também não votará no prefeito Ricardo Nunes (MDB) e lembrou que está com a família em Roma, na Itália.

Em outro momento, Marçal se lançou candidato à Presidência da República, em 2026. Quando Boulos disse que o governador Tarcísio de Freitas apoia Ricardo Nunes, para usar a Prefeitura de São Paulo como trampolim na sucessão presidencial, Marçal afirmou:

“Pode ficar tranquilo que eu vou estar lá”.

Marçal também previu que ele e Boulos voltarão a ser adversários em disputas nacionais, como sucessores de Lula e Jair Bolsonaro.

A sabatina, organizada pelo próprio Marçal, destacou posicionamentos contundentes: enquanto Boulos enfatizou governar para todos, Marçal rejeitou rapidamente a ideia de apoio ao candidato do PSOL. Acrescentou que não vota “nem no 15”, em alusão ao atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), “nem no 50”, número de Boulos.

“Não me movo por mágoa”, diz Boulos, ao justificar presença na sabatina

Boulos reconheceu a relevância dos 1,7 milhão de votos obtidos por Marçal no primeiro turno e explicou sua disposição de dialogar com quem busca mudanças para São Paulo. “Se fosse levar para o pessoal, eu seria a última pessoa a aceitar esse convite, até pelos ataques da sua candidatura. Mas não me movo por mágoa, ressentimento, e sim por um propósito”, afirmou o deputado, enfatizando que, se eleito, governará para todos, inclusive para os eleitores do ex-coach.

Durante a conversa, houve momentos de tensão. Ao mencionar acusações contra a gestão de Ricardo Nunes (MDB), Marçal interrompeu e pediu que Boulos “mantivesse o nível”, sugerindo que ele evitasse temas negativos. Além disso, Marçal questionou a rejeição do deputado nas pesquisas. Em resposta, Boulos associou os índices a fake news, embora tenha evitado aprofundar-se nos ataques recebidos, como a circulação de um laudo falso sobre uso de drogas, divulgado pelo próprio Marçal na reta final do primeiro turno..

Com informações de Brasil 247 e O Globo

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