Em sabatina, Nunes liga PT à empresas de transporte suspeitas de ter elo com PCC: “Legaliza o ilegal”

Emedebista também responsabilizou ex-prefeito Celso Pitta por irregularidades

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), responsabilizou o ex-prefeito Celso Pitta e o PT pelas supostas irregularidades no sistema de transporte público da capital. Durante uma entrevista ao podcast O Assunto, do g1, Nunes comentou sobre a Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investiga duas empresas de ônibus, a UPBus e a Transwolff, por suspeitas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e lavagem de dinheiro.

Nunes afirmou que a entrada dessas empresas no sistema de transporte foi facilitada por Pitta e pelo PT.

“Quem colocou essas empresas para dentro do sistema? Pitta, o prefeito cai-não-cai, encheram de pessoas fazendo transporte ilegal, quando entra o governo do PT, eles fazem um contrato emergencial e legaliza o ilegal. Vários governos assinaram (contratos de) emergência com essas empresas. O Bruno Covas (prefeito entre 2017 e 2021) faz a licitação, pela lei. Foi pedida a certidão da Receita Federal, do FGTS, de capacidade técnica, elas apresentaram. O PT colocou eles para dentro do sistema legalizado, aí eles tinham o atestado de que eram capazes de fazer o serviço. Quando eu assumo a prefeitura, já tinham os contratos. Eu não assinei contrato, eu tô fiscalizando”, afirmou

A licitação que incluiu as empresas investigadas ocorreu em 2019, na gestão de Covas, e os contratos têm validade de 30 anos. Nunes destacou que a Controladoria-Geral do Município (CGM) está conduzindo uma investigação administrativa sobre o caso e que a prefeitura está colaborando com a acusação, mas não pode realizar investigações criminais, como quebra de sigilo ou interceptação telefônica, que são de competência da Polícia Civil e do Ministério Público.

Com informações de O Globo

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