O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que o país vive uma ‘era dourada’ durante o tradicional discurso do Estado da União, realizado na noite de terça-feira (24), em Washington. A fala ocorreu em meio à queda de popularidade e à proximidade das eleições legislativas de novembro, consideradas decisivas para a reta final de seu mandato.
Na prestação de contas ao Congresso, com muito erros de informação e dados incorretos, o republicano declarou que recebeu um governo ‘quebrado’ de seu antecessor, Joe Biden, e disse que a economia americana voltou a crescer. Ele citou indicadores de inflação e a geração de empregos no setor privado como sinais de recuperação, embora não tenha mencionado a redução de vagas no setor público no mesmo período.
Trump também afirmou que sua gestão conseguiu conter a imigração ilegal e reforçar o combate ao tráfico de drogas. Segundo ele, ‘o estado da União é forte’, apesar de checagens independentes apontarem exageros em dados apresentados ao longo do discurso.
Venezuela é chamada de nova parceira dos Estados Unidos
Ao abordar política externa, o presidente declarou que os EUA receberam 80 milhões de barris de petróleo da Venezuela, país que classificou como ‘novo amigo e parceiro’. A negociação ocorre após a operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em janeiro.
O governo venezuelano passou a ser comandado por Delcy Rodríguez, que iniciou tratativas com a Casa Branca. No entanto, especialistas consideram improvável que a produção de petróleo do país tenha alcançado o volume citado por Trump, já que a própria indústria local enfrenta dificuldades.
O presidente também afirmou que ampliou a produção de petróleo e gasolina nos Estados Unidos ao incentivar novas perfurações, medida que classificou como promessa cumprida de campanha.
Suprema Corte e tarifas no centro das críticas
Diante de congressistas e dos próprios ministros da Suprema Corte dos Estados Unidos, Trump criticou a decisão que derrubou parte das tarifas de importação impostas por seu governo. Ele classificou o entendimento como “lamentável” e “totalmente errado”, mas evitou ataques pessoais aos magistrados.
Mesmo com a decisão judicial, o republicano afirmou que a nova tarifa global de 15% sobre produtos estrangeiros não precisará do aval do Congresso, por ter sido implementada com base em dispositivos legais específicos. Segundo ele, a medida pode resultar em uma solução econômica “mais forte do que qualquer outra anterior”.
As tarifas seguem como um dos pilares do programa econômico do segundo mandato de Trump. O presidente voltou a defender que a taxação sobre importações poderia, no futuro, substituir o imposto de renda — hipótese considerada inviável por especialistas do ponto de vista matemático.
Discurso histórico e clima eleitoral
A fala bateu recorde de duração e contou com convidados de republicanos e democratas. Entre os aliados, esteve a viúva do ativista conservador Charlie Kirk, enquanto a oposição levou vítimas de Jeffrey Epstein e pessoas afetadas pela política migratória do governo.
O tom eleitoral marcou a apresentação, com críticas diretas aos democratas e a tentativa de reforçar a narrativa de recuperação econômica e fortalecimento dos Estados Unidos.






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