A Unimed Ferj enfrenta uma grave crise financeira, acumulando dívidas que ultrapassam R$ 2 bilhões com hospitais e clínicas, segundo a Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj). A situação levou a Rede D’Or a anunciar que deixará de atender os usuários do plano a partir de 18 de fevereiro. Entre os hospitais afetados estão Quinta D’Or, Norte D’Or e Perinatal.
A dívida inclui R$ 1,6 bilhão herdados da antiga Unimed-Rio e R$ 400 milhões em faturas mensais não pagas. A proposta inicial de renegociação, com desconto de 30% e parcelamento em 36 meses, não avançou coletivamente, resultando em acordos individuais com hospitais. Mesmo assim, as parcelas não têm sido quitadas, agravando a situação.
— Os hospitais continuam atendendo, mas sem receber. Não há mais como subsidiar esses serviços. Estamos próximos de uma paralisação — afirmou Marcus Camargo Quintella, presidente da Aherj.
Pequenos hospitais são os mais afetados, já que a Unimed Ferj prioriza pagamentos às grandes redes, temendo novos descredenciamentos. Uma prestadora relata débitos de R$ 100 milhões em passivos antigos e R$ 60 milhões em faturas atrasadas.
Além disso, médicos cooperados da Unimed Ferj foram informados de que receberão apenas 35% dos honorários previstos, sem cronograma definido para o pagamento integral. Segundo a operadora, o problema seria um “evento pontual relacionado ao fluxo de caixa de final de ano”.
Unimed Ferj tem 509 mil beneficiários
Em nota, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforçou que, mesmo em caso de descredenciamento, o plano deve assegurar atendimento compatível aos usuários. A carteira da Unimed Ferj conta com mais de 509 mil beneficiários, divididos entre contratos individuais e coletivos.
Hospitais como São Lucas, em Copacabana, e Nossa Senhora do Carmo, em Campo Grande, também avaliam o descredenciamento. A operadora, por sua vez, afirma desconhecer os valores mencionados pela Aherj e diz ter renegociado mais de 65% das dívidas herdadas da Unimed-Rio.
Com informações de O Globo





