Diretor do filme Titanic aponta falha crítica que levou minissubmarino a implodir

Diretor de “Titanic”, James Cameron culpou o composto de fibra de carbono do casco do submersível OceanGate por sua trágica implosão, em entrevista a George Stephanopoulos, da ABC News. Cameron disse que o material provavelmente levou à “falha crítica” que ceifou a vida de cinco passageiros a bordo da nave. “Você não usa compostos para…

Diretor de “Titanic”, James Cameron culpou o composto de fibra de carbono do casco do submersível OceanGate por sua trágica implosão, em entrevista a George Stephanopoulos, da ABC News. Cameron disse que o material provavelmente levou à “falha crítica” que ceifou a vida de cinco passageiros a bordo da nave. “Você não usa compostos para cascos que sofrem pressão externa. Eles são ótimos para cascos de pressão interna, como tanques de mergulho, por exemplo, mas são péssimos para pressão externa”. 

O diretor disse que os projetistas do submersível confiaram na engenharia de aviação em vez da tecnologia de submersão – uma abordagem que ele acredita ter levado à implosão durante uma visita aos destroços do Titanic.

“Todos nós dissemos que era, você sabe, uma ideia falha e eles não passaram pela certificação. Acho que foi uma falha crítica”, afirmou. Cameron argumentou que a fibra de carbono acumula danos a cada mergulho. 

“Eles falham com o tempo, cada mergulho adiciona mais e mais danos microscópicos. Então, sim, eles operaram o submarino com segurança no Titanic no ano passado e no ano anterior, mas era apenas uma questão de tempo até que os alcançasse.” 

Além de diretor de cinema, Cameron ganhou status de especialista no Titanic, já que realizou diversas expedições às profundezas antes de gravar a superprodução. Ele se diz um apaixonado em naufrágios e disse que esse foi o principal fator para fazer o filme. 

Além disso Cameron é um dos donos da Triton Submarines, que faz submersíveis para pesquisa e turismo.

O CEO da OceanGate, Stockton Rush, que morreu no submersível, afirmou anteriormente que a fibra de carbono era preferível a alternativas como o titânio. A OceanGate disse que “validou com sucesso” o casco de titânio e fibra de carbono de Titan a uma profundidade de 4.000 metros, de acordo com um post de 2018 no Facebook. 

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