A investigação feita pela Delegacia de Homicídios do Rio revelou que os três indivíduos detidos por suposto envolvimento na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, no Centro do Rio, foram vistos reunidos na proximidade do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias) em pelo menos duas ocasiões, antes e depois do homicídio. Um dos suspeitos é membro ativo da corporação.
Análises de câmeras de trânsito também indicaram que o veículo usado para vigiar a vítima seguiu em direção a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, imediatamente após o crime. O último avistamento do carro ocorreu no bairro do Pilar.
Eduardo Sobreira Moraes, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e o policial militar Leandro Machado da Silva foram detidos há cerca de um mês. Segundo as investigações, os dois primeiros monitoraram a vítima nos dias anteriores e no dia do assassinato.
Leandro Machado é acusado de alugar o veículo utilizado para seguir os passos do advogado, além de obstruir as investigações. Há suspeitas de que ele possa ter participado de outros homicídios na capital e região metropolitana do Rio de Janeiro.
A motivação por trás do assassinato de Rodrigo Marinho Crespo ainda está sendo investigada, incluindo a identificação do mandante do crime e a participação de outros envolvidos.
Recentemente, uma decisão judicial determinou a prorrogação da prisão temporária dos suspeitos por mais 30 dias. O juiz também destacou a participação de um policial militar no crime, classificando a situação como “extremamente preocupante” devido à suposta formação de um grupo de extermínio aproveitando-se do poder estatal.
As investigações também revelaram que o policial militar usava um número internacional para se comunicar com o proprietário da locadora de veículos onde o carro do crime foi alugado.
Existem evidências de que os suspeitos possuem vínculos com o grupo liderado pelo ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como Sem Alma, que está foragido. Sem Alma é acusado de chefiar um grupo de extermínio ativo na região, especialmente envolvido em disputas relacionadas ao mercado ilegal de cigarros.
Uma foto obtida pela polícia mostra Leandro ao lado de Sem Alma, mas a defesa de Leandro nega qualquer vínculo entre os dois.
Uma das provas apreendidas pela polícia é a pasta de Leandro Machado na locadora Horizonte, onde o carro utilizado no crime foi alugado. Há anotações que citam um nome: Rafael, com menções ao termo “segurança Caxias” e à palavra “zoológico”.
A DH da Capital acredita que o Rafael citado nas anotações pode ser o PM acusado de chefiar o grupo de extermínio. A palavra zoológico, por sua vez, faria menção ao Jogo do Bicho.
A investigação revelou que a vítima foi seguida nos dias anteriores ao crime. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança corroboram os vínculos entre os suspeitos e suas atividades suspeitas.
Um dos suspeitos admitiu se desfazer de seu telefone celular após ter sido alertado sobre a investigação, e há evidências de manipulação de veículos para dificultar a identificação dos envolvidos.
O caso continua sendo investigado pela Delegacia de Homicídios, visando a completa elucidação do crime e a responsabilização dos envolvidos.
Um relatório da delegacia de Homicídios cita que Rodrigo Marinho Crespo foi seguido nos dias 22, 24, 25 e 26 de fevereiro, quando o crime aconteceu.
Eduardo Sobreira e Cezar Daniel Mondêgo se revezeram entre o endereço da vítima, na Lagoa Rodrigo de Freitas, e o trabalho, na avenida Marechal Câmara próximo aonde a vítima foi assassinada.
Com informações do g1.





