A defesa do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de planejar a morte da vereadora Marielle Franco, negou hoje qualquer possibilidade de ele fazer uma delação premiada à Polícia Federal.
“Não há a menor chance de ele fazer uma delação”, disse o advogado Felipe Dalleprane, que representa Barbosa junto a Marcelo Ferreira.
– Uma delação pressupõe a admissão de um crime, e ele nega veementemente qualquer crime: tanto a morte de Marielle quanto outras imputações paralelas, como um esquema de propina na divisão de homicídios [da Polícia Civil do Rio de Janeiro]. Não existe a menor possibilidade de ele confessar o que não praticou – afirmou Dalleprane.
A declaração da defesa surge após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinar nesta segunda-feira (27), que a PF ouça Rivaldo Barbosa em até cinco dias. Na semana passada, o delegado enviou um bilhete ao ministro pedindo “pelo amor de Deus” para ser ouvido.
Para os advogados de Barbosa, a decisão de Moraes foi um “grande alento”. “Reflete a retomada do processo à legalidade e constitucionalidade”, escreveram. Eles também afirmaram que seria “desastroso e um desprestígio” para o STF seguir com o processo sem ouvir o denunciado.
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio está preso desde março. O delegado já havia pedido para depor, mas não foi atendido.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), além de ajudar a planejar o crime, Barbosa teria recebido propina para atrapalhar as investigações.
Um relatório da PF aponta que ele teria recebido R$ 400 mil para evitar o avanço da apuração. Ele nega todas as acusações.
Com informações do UOL.





