No julgamento sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, nesta terça-feira, a defesa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, afirmou nesta tarde que não existem provas que liguem o delegado ao crime.
O advogado Felipe Dalleprane foi o primeiro a falar após a pausa do almoço e sustentou que a acusação se apoia em suposições, não em fatos comprovados. Segundo ele, não há indícios de participação do cliente no homicídio nem em esquemas de corrupção ou lavagem de dinheiro.
Defesa nega envolvimento e fala em ausência de provas
Durante a sustentação, Dalleprane afirmou que o processo não apresenta elementos concretos contra o ex-chefe da Polícia Civil e que o material reunido não comprova vínculo do delegado com o planejamento do crime.
“Não existe fofoca contra o delegado Rivaldo Barbosa “, disse o advogado ao reforçar a tese de que as acusações não passam de conjecturas.
Ele acrescentou que o que pesa contra o cliente são interpretações sobre sua atuação em cargos públicos, o que, segundo a defesa, não pode ser confundido com prova judicial.
“Só que isso não é prova”, afirmou.
Depoimento de delegado é usado como argumento
Entre os pontos levantados pela defesa está o depoimento do delegado Brenno Carnevale, citado como testemunha que, segundo Dalleprane, não atribuiu responsabilidade ao ex-chefe da corporação.
O advogado afirmou que Carnevale mencionou suspeitas de irregularidades na Delegacia de Homicídios da Capital, mas destacou que o julgamento não trata da unidade policial em si.
“O julgamento não é contra a delegacia”, argumentou, ao insistir que não há elementos diretos que incriminem o cliente.






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