As quatro crianças indígenas que ficaram perdidas por 40 dias na parte colombiana da selva amazônica se alimentaram de farinha de mandioca retirada do avião e frutas e sementes da floresta, afirmou o ministro da Defesa da Colômbia, Iván Velásquez. Equipes de resgate chegaram a passar entre 20 e 50 metros de distância da clareira onde foram encontradas.
Pela primeira vez trabalhando juntos, militares e indígenas se dedicaram a uma busca intensa pela floresta com ajuda de cães farejadores, o que ocasionou a perda de um dos animais. Segundo o comandante das buscas, general Pedro Sanchez, “não se abandona um aliado”.
O presidente Gustavo Petro, familiares, autoridades do governo e militares se encontraram com as crianças no sábado (10) no hospital de Bogotá, capital da Colômbia. O ministro da Defesa, Iván Velásquez, disse que as crianças estão sendo hidratadas e ainda não podem comer. “Mas, no estado geral, a condição das crianças é aceitável”, disse Velásquez.
O avião monomotor Cessna transportava três adultos e quatro crianças quando o piloto declarou emergência devido a uma falha no motor. A pequena aeronave saiu do radar pouco tempo depois e uma busca por sobreviventes começou.
Depois que a farinha que as crianças levaram do avião acabou, elas começaram a comer sementes”, contou Velásquez.
“A selva os salvou. Eles são filhos da selva e da Colômbia”, disse o presidente Petro.
Um vídeo da força aérea colombiana mostrou um helicóptero usando cabos para resgatar os jovens porque não foi possível pousar na floresta densa.
O general Pedro Sánchez, responsável pelo resgate, disse que as crianças foram encontradas a 5 quilômetros do local do acidente, em uma clareira. Disse ainda que as equipes de resgate passaram de 20 a 50 metros de onde as crianças estava, mas não conseguiram encontrá-las.
Com informações do G1.





