Rodrigo Vilela
A possibilidade de candidatura de Rodrigo Pimentel para o Senado pelo Partido Novo tem potencial para abalar os planos do PL fluminense em eleger o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União) para a Casa Alta do Congresso. A vaga de Castro é considerada pacificada. Líder nas pesquisas de intenção de votos, a avaliação interna é de que não ficará de fora.
É na segunda vaga, entretanto, que mora o problema. Ex-policial do Bope e figura respeitada pelo eleitorado que valoriza a segurança pública, Pimentel poderia dividir os votos da direita na vaga que caberá a Canella. Efeito parecido é esperado em São Paulo, onde Guilherme Derrite tem uma eleição dada como certa ao Senado, mas a candidatura de Ricardo Salles pelo Novo, pode dificultar os planos do partido de Bolsonaro em eleger os dois nomes da sua chapa.
Mas, voltando a Rio, há a avaliação de que a entrada de um policial no páreo, em um momento no qual a segurança pública deve estar em voga, pode desequilibrar a equação. Castro deve ter o combate à violência e os feitos contra o crime organizado como um dos seus principais motes. O delegado Felipe Curi deve ser o principal puxador de votos da direita para a Câmara, nessas eleições. Desta forma, Canella pode ficar deslocado no principal debate eleitoral.
Na avaliação de bolsonaristas há ainda outro fator que pode complicar os planos do prefeito de Belford Roxo: a União da esquerda em torno de Benedita da Silva para a vaga.
Ciente disso, o União Brasil aposta na forca de Canella no interior e na Baixada Fluminense.







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