Com implantação de câmaras corporais, letalidade policial cai pela metade no Rio; veja áreas com maior redução de mortes

Desde janeiro, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) usam câmeras corporais nos uniformes

A redução pela metade nas mortes em confronto com a polícia este ano no Rio não se deu de forma igual em todas as áreas do estado. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados nesta quarta-feira, as mortes por intervenção de agente do Estado — nome técnico do índice — caíram em 26 das 39 Aisps (Áreas Integradas de Segurança Pública, território equivalente ao de um batalhão da Polícia Militar).

Em três delas, a queda foi superior a 80% entre janeiro e abril de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023. Desde 8 de janeiro deste ano, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) usam câmeras corporais nos uniformes; o equipamento já era utilizado por policiais de outras unidades da PM.

A área do 7º BPM (São Gonçalo) experimentou a maior redução: 86%, com as mortes em confronto caindo de 35, no primeiro quadrimestre do ano passado, para 5 no mesmo período deste ano. Na Aisp 16, referente à área de policiamento do batalhão de Olaria, na Zona Norte do Rio, a queda foi de 83%, indo de 18 mortes entre janeiro e abril de 2023 para 3 este ano.

No setor do 35º BPM (Itaboraí), ao lado de São Gonçalo, houve também três mortes em confronto com a polícia este ano, contra 17 nos primeiros quatro meses de 2023, uma redução de 82%.

Veja outras áreas onde ocorreram quedas nos mortos pela polícia:

  • Aisp 24 (Queimados) — de 28 para 6 mortes
  • Aisp 15 (Duque de Caxias) — de 45 para 11 mortes
  • Aisp 14 (Bangu) — de 29 para 9 mortes
  • Aisp 41 (Irajá) — de 21 para 10 mortes

Com informações do GLOBO.

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