Cinco policiais penais, acusados de favorecer a atuação da facção Povo de Israel dentro de presídios do Rio de Janeiro, foram afastados dos cargos depois de pedido da 3ª Vara Especializada em Organizações Criminosas também pediu que a Delegacia Antissequestro investigue um possível vazamento da operação realizada nesta terça-feira (22).
De acordo com as investigações, os cinco policiais penais receberam R$ 437 mil em transações suspeitas. Segundo a decisão judicial, os pagamentos foram realizados diretamente por investigados presos ou seus operadores financeiros para os agentes:
- Fábio Ferraz Sodré (recebeu R$ 54 mil);
- Bruno Henrique Rodrigues Baldi (recebeu R$ 192 mil);
- Plínio Brum Almada (recebeu R$ 52 mil);
- João Paulo De Souza Nascimento (recebeu R$ 39 mil);
- Anderson Vieira de Souza (recebeu R$ 100 mil).
Devido à livre circulação dos guardas dentro do sistema prisional, onde poderiam entrar em contato com outros colegas, o juiz determinou a suspensão da função pública dos cinco policiais penais.
Na decisão, ele também proibiu o contato com outros colegas e a entrada dos policiais em qualquer estabelecimento do sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
Ao todo, segundo as investigações, a quadrilha inteira movimentou R$ 70 milhões em dois anos.
Com informações do g1.





