]Durante agenda pública neste sábado (28), o governador do Rio, Cláudio Castro, rebateu conclusões de relatório da Polícia Federal que aponta suposto loteamento de cargos no Executivo estadual. Segundo ele, a distribuição de posições faz parte da composição política típica de governos de coalizão.
A declaração ocorreu na inauguração de uma base do programa Segurança Presente em Duque de Caxias. Castro negou irregularidades e comparou a estrutura de seu governo ao modelo adotado no plano federal.
Governador defende coalizão e compara estrutura a Brasília
Ao comentar as indicações políticas citadas na investigação, Castro afirmou que a prática integra o funcionamento do sistema partidário brasileiro e rejeitou a ideia de interferência indevida.
“Eu queria que o mesmo delegado federal fizesse a mesma coisa no Governo Federal. Ele vai ver três ministérios do MDB, cinco do PT, tantos outros do Solidariedade, tantos outros do PSDB”, afirmou Castro, sustetando que seu governo é formado por diferentes partidos, assim como ocorreria em Brasília.
O relatório da PF menciona que o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, teria influência na divisão de cargos em órgãos estaduais. Entre eles, aparecem o Ceperj, a Fundação Leão XIII e a operação Lei Seca.
PF aponta influência da Alerj e planilha com cargos
Segundo a investigação, documentos indicariam uma planilha com divisão de postos entre parlamentares aliados e anotações sobre compensações políticas em autarquias estaduais.
O relatório afirma ainda que, sob a gestão de Bacellar, a Alerj teria ampliado sua influência em decisões que seriam prerrogativas do Executivo, mencionando inclusive registros com a expressão “cargos para compensar o Ceperj”.
Questionado sobre eventual perda de controle das nomeações, Castro negou qualquer desorganização administrativa e destacou o tamanho da máquina pública estadual.
“Então não tem isso de perder o controle, nada, são 460 mil servidores, então é impossível o governador saber qual é a questão agora”.
Castro acusa politização na investigação
O governador também criticou diretamente o delegado responsável pelo relatório e afirmou ver motivação política na condução do inquérito.
“Eu tenho certeza de que há uma politização desse delegado”, declarou, acrescentando que o investigador estaria “completamente instrumentalizado”.
” Ele (delegado da PF responsável pela investigação) coloca isso como uma forma de desgastar o governo, o governo sempre com um governo de coalizão, sempre um governo com os partidos, exatamente como é o Governo Federal”, concluiu Castro.






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