Carol Solberg é suspensa pela Federação de Vôlei por ter comemorado prisão de Bolsonaro

Atleta do vôlei de praia ficará fora da etapa de abertura do Circuito Mundial, em João Pessoa, após punição por conduta antiesportiva

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei por conduta antiesportiva e não poderá disputar a etapa de abertura do Circuito Mundial de 2026, marcada para março, em João Pessoa. A punição foi aplicada após a atleta comemorar publicamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista concedida no fim do ano passado.

A informação foi revelada pelo jornalista Juca Kfouri, no portal UOL. Segundo a reportagem, a entidade considerou que a manifestação da atleta violou regras disciplinares previstas no regulamento internacional.

Declaração após medalha no Mundial

A fala ocorreu em 23 de novembro de 2025, logo após Carol conquistar a medalha de bronze ao lado de Rebecca no Mundial disputado na Austrália. Em entrevista ao vivo para uma emissora local, a jogadora celebrou o resultado esportivo e comentou a situação política brasileira.

“É um dia maravilhoso para mim, estou tão feliz”, falou Carol. “E também é um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocaram na cadeia o pior presidente de todos os tempos. Bolsonaro está preso e é tão importante que celebremos”, disse, na ocasião. “Estou orgulhosa de carregar essa bandeira agora”.

Em seguida, continuou, em português: “Vamos comemorar, galera, Bolsonaro na cadeia, porra!”

Base da punição disciplinar

De acordo com a apuração, a FIVB se baseou no artigo 8.3 de seu regulamento disciplinar, que classifica como conduta antidesportiva o uso de linguagem ofensiva, gestos inadequados ou comportamentos que possam trazer descrédito ao esporte ou à entidade.

A decisão impediu a participação da brasileira na primeira etapa do circuito internacional deste ano, o que representa um impacto relevante no início da temporada e no ranking mundial da dupla.

Histórico de manifestações políticas

Não é a primeira vez que Carol Solberg se envolve em polêmica por manifestações políticas. Em 2020, a atleta recebeu advertência da 1ª Comissão Disciplinar do STJD do Vôlei após dizer “fora, Bolsonaro” durante entrevista ao vivo ao SporTV.

Na ocasião, a procuradoria chegou a pedir punição máxima, com multa de R$ 100 mil e suspensão por seis competições. A sanção final, porém, foi mais branda.

Em entrevista concedida à época, Carol afirmou não se arrepender do posicionamento e disse ter sofrido ameaças após o episódio, mas reforçou o entendimento de que atletas também devem exercer sua cidadania e liberdade de expressão.

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