Caixa lança crédito imobiliário com juro pós-fixado atrelado ao CDI; entenda

O prazo para pagamento é de até 360 meses, e as taxas partem de 114% do CDI

A Caixa Econômica Federal está lançando uma nova linha de crédito imobiliário para pessoas físicas com taxa de juros pós-fixada e atrelada ao CDI. Segundo comunicado do banco, a nova modalidade vem como alternativa para atender clientes que queiram financiar imóveis acima de R$ 1,5 milhão ou que já tenham financiamento habitacional ativo na instituição financeira.

O prazo para pagamento de até 360 meses, e as taxas partem de 114% do CDI. As condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados, com o foco inicial nas unidades prontas. A taxa CDI geralmente segue de perto a Selic, atualmente em 11,25% ao ano.

“Com mais essa opção, a Caixa exerce papel fundamental na ampliação das fontes de recursos para o crédito imobiliário, colaborando com a diversificação das possibilidades de financiamento por meio de recursos livres do banco”, ressaltou o presidente do banco, Carlos Vieira, em nota.

Nesta modalidade, a taxa de juros anual será composta por um porcentual da média diária do índice do CDI, variando de acordo com o prazo e relacionamento com o banco. O cliente terá como opção o sistema de amortização constante (SAC), com entrada mínima de 30%. Como a modalidade se enquadra no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), não é possível a utilização dos recursos do FGTS.

A linha será lastreada com recursos livres do banco. O pano de fundo para essa medida é a limitação dos recursos das cadernetas de poupança e do FGTS, que são as fontes de recursos tradicionais para a concessão de financiamentos imobiliários. Com os lançamentos e vendas de imóveis em alta no País, há uma demanda aquecida por crédito. Entre janeiro e outubro, a Caixa concedeu R$ 185 bilhões em crédito imobiliário nas linhas que utilizam a caderneta de poupança e o FGTS, o que representa um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para dar conta dessa demanda, a Caixa limitou o uso dos financiamentos com recursos da poupança para atender a aquisição de imóveis no valor de até R$ 1,5 milhão. Além disso, reduziu de 80% para 70% o valor do financiamento em relação ao valor do imóvel (o chamado loan to value).

Com informações da IstoÉ Dinheiro

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