Barbeiro conhecido entre jogadores de futebol, Gustavo Maciel recebeu pena de 20 anos de prisão pelo assassinato da brasileira Iranilcy Oliveira. Além da condenação, a Justiça portuguesa determinou sua expulsão do país após o cumprimento da pena.
O caso, que provocou grande repercussão em Portugal e entre a comunidade brasileira residente no país, completou um ano. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Setúbal, que também acolheu o pedido do Ministério Público para aplicar uma pena acessória de expulsão do território português.
O crime que chocou a comunidade brasileira
Gustavo Maciel, conhecido como Guga, confessou o assassinato logo após o crime. Segundo informações divulgadas pela imprensa portuguesa, ele se apresentou espontaneamente a uma delegacia da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal e admitiu ter matado a ex-companheira.
O homicídio ocorreu na barbearia de sua propriedade, estabelecimento que levava o apelido pelo qual era conhecido. Tanto Gustavo quanto Iranilcy tinham 26 anos de idade, eram naturais de São Miguel do Tapuio, no Piauí, e tiveram um filho durante o relacionamento.
A trajetória do casal em Portugal começou há cerca de seis anos, quando decidiram deixar o Brasil em busca de melhores oportunidades e de uma nova vida no exterior.
Investigação apontou fim do relacionamento como motivação
De acordo com as investigações, o casal já estava separado quando Iranilcy foi até a barbearia onde ocorreu o crime. A vítima foi atacada com golpes de faca na região do peito e do pescoço.
As apurações indicaram que a motivação do assassinato estaria relacionada ao fato de Iranilcy ter iniciado um novo relacionamento após o término da união com Gustavo.
Durante o julgamento, o barbeiro foi absolvido da acusação de violência doméstica. Com isso, também não recebeu a pena máxima prevista para o caso.
Condenação inclui expulsão de Portugal
A sentença do Tribunal de Setúbal estabeleceu 20 anos de prisão para Gustavo Maciel pelo homicídio da ex-companheira. Além da pena privativa de liberdade, os magistrados determinaram sua expulsão de Portugal após o cumprimento da condenação.
A medida foi aplicada como pena acessória e segue entendimento acolhido pela Justiça portuguesa a partir da proposta apresentada pelo Ministério Público.
O caso segue sendo um dos crimes envolvendo brasileiros de maior repercussão registrados em Portugal nos últimos anos, tanto pela gravidade dos fatos quanto pelas circunstâncias da confissão feita pelo condenado logo após o assassinato.





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