Um crime brutal cometido por um imigrante brasileiro abalou a cidade de Setúbal, em Portugal, nesta semana. Segundo informações do blog Portugal Giro, do jornal O Globo, o barbeiro Gustavo Maciel, de 26 anos, assassinou a ex-mulher, Iranilcy Oliveira, também brasileira, com golpes de faca no peito e no pescoço, e se entregou à polícia na madrugada de terça-feira (17). O caso vem causando comoção entre a comunidade lusófona e já repercute até na imprensa esportiva do país, que identificou o acusado como o antigo barbeiro de jogadores de futebol brasileiros.
A Polícia Judiciária (PJ), que assumiu a investigação, confirmou que o crime ocorreu após uma discussão dentro da barbearia onde ambos trabalhavam e que pertencia a Gustavo. Iranilcy teria ido até o local já após o expediente, na noite de segunda-feira, 16. Os dois estavam separados, mas mantinham contato frequente por conta do filho de cinco anos. Ainda de acordo com a PJ, o casal viveu junto por sete anos e havia migrado do município de São Miguel do Tapuio, no Piauí, para Portugal em 2019.
Após cometer o crime, Guga — como era conhecido na região — caminhou até a delegacia da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal e confessou o assassinato. Agentes foram imediatamente até a barbearia, onde encontraram Iranilcy já sem vida. Uma equipe de emergência médica foi acionada, mas apenas pôde constatar o óbito.
O caso ganhou destaque no jornal esportivo português Record, que sublinhou o vínculo do autor do crime com o meio futebolístico. Gustavo era o barbeiro de confiança de vários atletas brasileiros que atuam em clubes do país.
A polícia portuguesa confirmou que Gustavo Maciel não tinha antecedentes criminais. Ele permanece sob custódia enquanto o processo segue em investigação. O feminicídio reacendeu debates sobre violência doméstica entre imigrantes e a rede de apoio às mulheres brasileiras no exterior.
Iranilcy e Gustavo chegaram a construir uma vida aparentemente estável em Portugal, abrindo juntos o negócio que levava o nome dele. Apesar da separação, não havia registros prévios de violência ou denúncias formais. O filho do casal está sob cuidados de familiares e deve receber apoio psicológico.
As autoridades portuguesas ainda não divulgaram informações sobre o funeral da vítima ou eventuais medidas legais relativas à guarda da criança. O caso também mobiliza o consulado brasileiro no país, que acompanha o andamento do processo.





