* Felipe Amorim
Caixa de ressonância do país, o Rio de Janeiro será foco de Lula e de Bolsonaro no ano que vem. E não é por acaso. O ex-presidente sabe que precisa manter a hegemonia no estado que é o berço do bolsonarismo e eleger o sucessor de Cláudio Castro em 2026. Para isto, ele vai intensificar as agendas no interior e na Baixada Fluminense. A derrota de Alexandre Ramagem para a prefeitura neste ano mostrou que o bolsonarismo ainda tem dificuldades para eleger na capital, ao passo que se mantém forte nas outras grandes cidades fluminense.
Por outro lado, Lula sabe que precisa solidificar os laços com o Rio. Vencer o bolsonarismo em 2026 seria simbólico para a desconstrução do movimento político de direita. Por isso, o presidente intensificará seu vínculo com o prefeito da capital, Eduardo Paes, que deve ser o candidato do grupo ao governo nas próximas eleições.
Paes deve ser candidato pelo PSD, partido de Gilberto Kassab, num palanque que terá Lula e cuja nominata será montada por seu fiel escudeiro, o deputado Pedro Paulo. Ainda não se sabe quem será o candidato do bolsonarismo à sucessão de Castro, mas o senador Flávio Bolsonaro já defendeu Washington Reis no posto. O presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar, também é tido como favorito. Seja lá quem represente o bolsonarismo, é certo que a campanha será intensa no interior, onde Castro tem boa avaliação.
O Rio deve ser, ainda palco de eventos do PL Mulher, presidido por Michelle Bolsonaro, e de doutrinação, comandados por Eduardo Bolsonaro, em 2026. Tudo para manter viva a imagem do ex-presidente às vésperas do ano eleitoral.
* Colaborador em Brasília do Blog do Ricardo Bruno.





