Membros do PL têm compartilhado preocupações com aliados, apontando que o deputado federal Alexandre Ramagem enfrenta a possibilidade de não passar para o segundo turno na corrida pela Prefeitura do Rio. Há a perspectiva de que ele fique atrás do candidato do PSOL, Tarcísio Motta, que se destacou como o segundo deputado federal mais votado na cidade do Rio, informa Guilherme Amado, no Metrópoles.
A análise política sugere que Motta pode se consolidar como o favorito da esquerda, colocando-o em um possível segundo turno contra o prefeito Eduardo Paes (PSD), que tentará a reeleição. A crítica central desses políticos é que Ramagem, ao contrário de Tarcísio, parece não ter a habilidade de discutir as questões específicas da cidade, mantendo seu discurso restrito à polarização nacional.
Observadores destacam a falta de presença de Ramagem no Rio de Janeiro, sua ausência em articulações políticas e a falta de diálogo com setores da sociedade civil.
Outro ponto de preocupação mencionado é a existência de investigações contra Ramagem por suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar opositores do então presidente Jair Bolsonaropré-. O candidato do PL, que dirigiu a agência na época era o diretor da agência, foi alvo de uma operação da Polícia Federal em fevereiro, por ordem do Supremo Tribunal Federal. Além disso, destaca-se que o candidato do PL é o único concorrente à Prefeitura do Rio que ainda não realizou o pré-lançamento de sua candidatura, adicionando um componente de incerteza.





