Biden reafirma em entrevista que manterá candidatura e que ‘é a pessoa mais qualificada para ser presidente dos EUA’

Joe Biden reafirmou sua posição dos últimos dias em meio à pressão: ‘Estou determinado a concorrer’

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reafirmou em entrevista na noite desta quinta-feira que é a pessoa mais qualificada para ser presidente e que continuará com sua campanha presidencial, apesar da pressão de aliados por sua desistência.

No entanto, ao ser perguntado sobre sua vice-presidente, Kamala Harris, Biden a confundiu com seu adversário Donald Trump. Ele se enrolou com as palavras e a chamou de “vice-presidente Trump”. Mais cedo, ele havia chamado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de “presidente Putin”.

Durante a rara entrevista coletiva, Biden foi perguntado insistentemente sobre a possibilidade de desistir da corrida, mas não deu sinais de que abandonará a campanha. O presidente também falou na condição de candidato, dizendo frases como “se eu for eleito”, fazendo promessas de campanha e dizendo que “precisa terminar o trabalho”. A fala acontece no contexto do encerramento da cúpula da Otan, em Washington.

O esforço da campanha do presidente busca abafar o pânico dentro do Partido Democrata num momento em que sua capacidade e eficácia estão sob microscópio como nunca. Segundo analistas, o desempenho de Biden pode aumentar pressões para que ele desista da corrida ou acalmar os aliados. Entretanto, Biden não é conhecido como um mestre em falar bem de improviso.

Ao ser questionado sobre os relatos de que está reduzindo sua agenda para ir para a cama mais cedo, Biden disse que “isso não é verdade”. “O que eu disse foi que, em vez de começar todos os dias às 7h e ir para a cama à meia-noite, seria mais inteligente manter um ritmo melhor… é disso que estou falando. Minha agenda está lotada… e no próximo debate, não viajarei 50 fusos horários uma semana antes [como no debate]”, afirmou.

Biden também foi perguntado sobre possíveis novos testes cognitivos, e disse que é transparente com seus registros médicos e indicou que Trump não fez o mesmo. O presidente também reiterou sua retórica sobre um novo teste, disse que nenhuma autoridade médica pediu a ele um novo teste e “se me disserem que eu precise fazer outro teste cognitivo, eu o farei. Não sou oposto a fazer caso meus doutores o peçam”.

Além da parte cognitiva, Biden recebeu algumas perguntas sobre sua aptidão e capacidade física para ser presidente durante um possível novo mandato de quatro anos e se conseguiria negociar com líderes como o russo Vladimir Putin. “Não há um líder mundial ao qual eu não esteja pronto para falar. Estou pronto para lidar com Putin agora e daqui a 3 anos”.

Biden também foi perguntado sobre sua gafe ao confundir Zelensky com Putin e um possível declínio mental, mas o presidente riu e desconversou: “você vê algum dano na minha condução da coletiva? Você vê uma coletiva de mais sucesso do que esta?”.

O democrata recebeu mais de uma pergunta sobre a vice-presidente, Kamala Harris, durante a coletiva. Em uma delas, a repórter perguntou se “a Kamala estaria pronta para ser presidente a partir do primeiro dia de mandato”, e Biden reforçou que acredita em sua companheira de chapa.

Biden reafirmou sua posição dos últimos dias em meio à pressão: “Estou determinado a concorrer”, e acrescentou que está determinado em tirar a impressão de que não estaria preparado para encarar a campanha sem roteiro prévio.

Biden começou a coletiva falando da cúpula da Otan e sobre a aliança militar. “O ataque em um integrante da Otan será o ataque em todos nós”. Ele também falou sobre a atuação da Otan no apoio à Ucrânia contra a Rússia, que “Kiev ainda está de pé” por isso.

Biden também atacou Trump ao dizer que ele não se importa com a Otan e não se importa com a ameaça que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, faça na guerra. “Eu acredito que o Artigo 5 [da Constituição] é imprescindível”, disse o presidente. “Não vou abandonar a Ucrânia e vou manter a Otan forte”, afirmou.

Ainda sobre a Otan, o presidente dos EUA disse que seus colegas, líderes dos países-membros da aliança militar, lhe disseram: “você tem que vencer”, porque Trump seria um desastre.

Biden também citou assuntos internos, como a taxa de inflação nos EUA e a fronteira com o México. O presidente também focou nos seus esforços na política internacional, citando a guerra na Faixa de Gaza –entre Israel e o grupo terrorista Hamas– e o progresso nas negociações por um cessar-fogo.

Biden também reafirmou a declaração conjunta da Otan, de que a China está habilitando a Rússia na guerra contra a Ucrânia. “Eles estão fornecendo mecanismos que proporcione os russos conseguirem armas”. O presidente disse que foi também quem mais tempo passou com Xi Jinping, incluindo o tempo em que foi vice-presidente

“A China é um país de um tamanho que acredita que consegue persuadir os europeus a fazer o que ela quer. China tem que entender que se está provendo para a Rússia, junto com Coreia do Norte e outros, então não terão benefícios econômicos por meio de investimentos que querem receber”, disse Biden.

Biden também voltou a reafirmar sua vontade de chegar a um cessar-fogo na Faixa de Gaza. “Temos uma chance agora. Está na hora de acabar com essa guerra”.

Com informações do g1.

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