Em pronunciamento nesta sexta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apontou diretamente o líder russo, Vladimir Putin, como responsável pela morte de Alexei Navalny, o principal opositor do Kremlin. Para Biden, o ocorrido com Navalny é uma evidência adicional da brutalidade de Putin. O presidente americano elogiou a coragem do ativista em retornar ao país após ter sido envenenado em 2020, destacando que ele foi uma “voz poderosa pela verdade”.
Biden aproveitou a morte de Navalny para pressionar os republicanos da Câmara, uma vez que a ajuda à Ucrânia está condicionada à aprovação deles. Embora tenha prometido “consequências” em 2021 caso o opositor morresse na prisão, Biden reconheceu que, nos últimos três anos, os Estados Unidos já tomaram amplas medidas contra a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia. Apesar disso, o presidente afirmou que está “considerando uma série de opções”.
Quanto à possibilidade de Navalny ter sido assassinado, Biden declarou que ainda não se sabe exatamente o que aconteceu, mas que “não há dúvida de que a morte de Navalny foi consequência de algo que Putin e seus capangas fizeram”.
A posição de Biden está alinhada com a do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que responsabilizou o regime russo pela “morte trágica” de Navalny. O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, também acusou o governo russo de ser “responsável” pelo ocorrido.
Em resposta, a Chancelaria russa rejeitou as “acusações grosseiras”, pedindo moderação e aguardo dos resultados oficiais da investigação médica. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as reações dos líderes ocidentais como “absolutamente inaceitáveis” e “histéricas”. A esposa de Navalny, Yulia, considera Putin pessoalmente responsável pela morte de seu marido.
Com informações de O Globo
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