BID e BNDES vão destinar R$ 4,5 bi para microempreendedores na Amazônia

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou, nesta segunda-feira (7), uma parceria entre o banco público nacional e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para destinar R$ 4,5 bilhões a microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas e médias empresas da Amazônia. Mercadante e o presidente do BID, Ilan Goldfajn,…

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou, nesta segunda-feira (7), uma parceria entre o banco público nacional e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para destinar R$ 4,5 bilhões a microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas e médias empresas da Amazônia.

Mercadante e o presidente do BID, Ilan Goldfajn, conversaram com a imprensa em Belém (PA), após a abertura do Seminário “Coalizão Verde: Mobilizando Recursos para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia”. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também participou do evento.

“Dentro desse grande movimento, que é a Coalizão Verde, estamos assinando uma parceria concreta, imediata, entre BNDES e BID, de R$ 4,5 bilhões para MEI (microempreendedor individual), pequenas e médias empresas”, anunciou Mercadante.

“Essa iniciativa, seguramente, vai ajudar a fomentar a economia local e, inclusive, aqui no caso do Pará e de Belém, na preparação da COP”, completou.

Belém foi escolhida para sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), evento marcado para ocorrer em novembro de 2025.

A COP reúne líderes mundiais para discutir as mudanças climáticas e o aquecimento global e é realizada anualmente. A última edição, a COP 27, ocorreu no Egito, em novembro do ano passado.

Ilan Goldfajn salientou a importância da Coalizão e o financianciamento a pequenas e médias empresas amazônicas. A Coalizão Verde é aliança internacional pioneira para promoção do desenvolvimento sustentável na região. Ela reúne os bancos de desenvolvimento dos países da Bacia Amazônica.

“O desafio que temos hoje na Amazônia é um desafio que precisa de todo mundo, precisa de todos os países, precisa dos bancos públicos, precisa integrar não só a questão do desmatamento, mas também a bioeconomia. E não há nada mais forte do que financiar pequenas e médias empresas, às vezes até indivíduos que não têm crédito e que precisam de crédito. Então, essa parceria, essa Coalizão Verde é muito importante”, disse Goldfajn.

Tebet defendeu acabar com burocracia para o financiamento de bancos e falou em acabar com a polarização entre meio ambiente e desenvolvimento.

“É possível acabar com a polarização entre meio ambiente e desenvolvimento. O que nós queremos e conseguimos garantir é desenvolvimento sustentável, é o que nós queremos para a Amazônia legal”, explicou a ministra.

Com informações do Metrópoles.

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