Avaliação negativa de Lula recua, mas aprovação segue estagnada, aponta pesquisa Futura

Levantamento indica que 25% veem a gestão como regular; saúde é a principal demanda da população

A avaliação negativa do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou queda nos últimos dois meses, de acordo com pesquisa, realizada a pedido da Apex Partners, divulgada nesta segunda-feira (12) pelo instituto Futura Inteligência, . Segundo o levantamento, 47,9% dos entrevistados classificam o trabalho do petista como ruim ou péssimo, ante 52,6% na rodada anterior, realizada em março deste ano. Os dados foram publicados pela Exame.

Apesar da melhora, a popularidade do presidente ainda não apresentou um crescimento significativo. O índice de eleitores que avaliam o governo como ótimo ou bom caiu de 26,8% para 24,8%, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3,1 pontos percentuais. Já o percentual dos que consideram o governo regular subiu cinco pontos e chegou a 25,5%. Apenas 1,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Essa é a primeira queda expressiva na avaliação negativa do governo em quase oito meses, o que pode sinalizar uma mudança de percepção entre parte do eleitorado. No entanto, o apoio efetivo ao presidente ainda não se recuperou no mesmo ritmo. Segundo a pesquisa, parte dos brasileiros que antes reprovavam o governo Lula agora passaram a considerá-lo apenas regular, o que não representa uma migração direta para a faixa de aprovação.

Com nove edições no histórico, esta é a quinta vez em que a desaprovação supera a aprovação de forma consistente. Ainda assim, a queda no índice negativo é interpretada por analistas como um indício de que o governo pode estar conseguindo estancar a tendência de desgaste iniciada após a crise envolvendo o Pix no início do ano.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto aposta em uma agenda econômica voltada ao estímulo do consumo e à geração de empregos para reverter a imagem negativa. Investimentos internacionais e medidas sociais têm sido algumas das frentes utilizadas pela gestão para tentar reconquistar parte do eleitorado.

A pesquisa Futura ouviu 1.001 brasileiros adultos em todo o país, entre os dias 9 e 10 de maio de 2025.

Saúde lidera entre prioridades da população

O levantamento também perguntou aos entrevistados quais deveriam ser as principais prioridades do governo. A saúde foi apontada por 35,8% dos participantes como o tema mais urgente, refletindo uma demanda recorrente da população brasileira.

A educação surge em segundo lugar, com 18,8%, seguida da segurança pública (12%). Questões econômicas como controle da inflação (11,4%) e combate ao desemprego (10,4%) ficaram atrás na lista de prioridades. Setores como agricultura (6,8%) e infraestrutura rodoviária (1,2%) tiveram menor relevância entre os entrevistados.

A predominância de temas sociais, como saúde e educação, evidencia o desafio do governo em atender às expectativas populares em áreas de impacto direto na qualidade de vida.

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