Atentado transforma Trump em vítima e pode mudar eleição nos Estados Unidos, segundo análises de jornais

A imagem de um homem que acenou para o público após ser baleado contrasta com a de um presidente cuja saúde é tema de campanha

Considerado culpado em 34 acusações por omitir pagamentos para comprar o silêncio de uma atriz pornô, em julgamento histórico na Justiça dos EUA em maio, o ex-presidente Donald Trump passa agora à condição de vítima depois de sobreviver a tiros nesse sábado (13). A imagem de um candidato que enfrentou disparos a em seguida acenou para o público poderá mudar o rumo das eleições americanas.

Ainda mais quando o opositor, o presidente Joe Biden, luta para demonstrar que ainda tem capacidades cognitivas para continuar no cargo. Esses são os primeiros reflexos do atentado que ocorreu na Pensilvânia, na análise de órgãos de imprensa neste domingo (14).

“A imagem de Trump após ser alvejado por uma bala, sangue no rosto, olhar desafiador, punho levantado, enquanto o público repetia “USA! USA! USA!”, o eternizou como a vítima que ele agora de fato é”, diz  O Globo.

“Tudo indica que o episódio pode ter o mesmo efeito político que a facada levada por Jair Bolsonaro na campanha presidencial brasileira em 2018 —tornando ainda menores as chances de os democratas vencerem a eleição, com ou sem Joe Biden como seu candidato”, avalia Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo.

O Globo lembra que um dos motes de Trump na atual campanha era justamente a máxima: “Não tenham dúvidas, eles estão atrás de mim para chegarem em vocês depois”. A frase ilustra seu site da campanha, em apelo por doações. O que ocorreu na Pensilvânia deverá reforçar esse discurso,

Já Campos Mello, ao fazer um paralelo com a eleição brasileira em 2018, lembra que a facada sofrida pelo então candidato Jair Bolsonaro o blindou “de críticas mais duras que vinha sofrendo e reduziu as pressões para que participasse de mais debates”.

Agora, continua ela, o atentado sofrido por Trump também privará os democratas de uma de suas “principais armas”: demonizar um candidato que tem muitos pontos fracos, como a suspeita de ter participado de uma tentativa de rasgar a Constituição americana e impedir a posse de um presidente eleito, no 6 de janeiro.

Políticos aliados a Trump não perderam tempo e já culpam a “retórica agressiva” dos democratas pelo clima que levou ao atentado de sábado.

A ver, agora, os efeitos dessa reviravolta política nas eleições de novembro entre Trump e o candidato democrata, seja Biden ou outro que o substituir.

Veja as reportagem completas nos links a seguir:

Folha de São Paulo e O Globo

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