A agenda da reunião de chefes de Estado sul-americanos convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o próximo dia 30 de maio, em Brasília, ganhou novos contornos políticos. O objetivo inicial do encontro era discutir caminhos para relançar a União de Nações Sul-americanas (Unasul) — bloco do qual o Brasil saiu em 2019, e para o qual voltou este ano — mas resultados eleitorais recentes no Chile e no Paraguai, e o crescimento do candidato de extrema direita argentino, Javier Milei, para as presidenciais de outubro deste ano, levarão os presidentes a debater o que o governo Lula considera crescentes ameaças à democracia na região.
O Palácio do Planalto acompanha com preocupação o fortalecimento de lideranças e partidos de extrema direita em países vizinhos, com destaque para Argentina, Chile e Paraguai. Mas existe o temor, ampliou a fonte, de que essa tendência continue se espalhando e chegando a outros vizinhos, entre eles Peru, Colômbia e Bolívia.
O assunto é seguido de perto pelo presidente Lula, que começou a prestar especial atenção ao fenômeno de Milei, na Argentina, no final do ano passado, comentaram fontes do governo argentino, consultados por Lula sobre o candidato.
Segundo fontes diplomáticas, quase todos os presidentes da América do Sul já confirmaram sua presença no evento, que terá o formato de “retiro”, para permitir um debate mais íntimo entre os chefes de Estado.
É esperada, entre outras, a participação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o que poderia causar tensões com chefes de Estado de centro-direita e direita, de países como Uruguai e Equador. O local do encontro ainda não foi confirmado, e uma das alternativas seria o Palácio do Alvorada.
A notícia é do Globo on-line.





