Aquecimento global está prestes a atingir limite crítico, o que tornará crise climática ainda pior, alerta estudo

Pesquisa revela que a temperatura média do planeta já pode ter alcançado 1,5°C: risco de eventos devastadores

O limite crítico de 1,5°C de aquecimento global, considerado “seguro” para evitar os piores efeitos da crise climática, pode ser alcançado mais cedo do que se pensava. Um estudo publicado na revista Nature Geoscience nesta segunda (11) indica que, até o final de 2023, o aquecimento provocado pela ação humana já pode ter atingido 1,5°C em comparação com os níveis pré-industriais.

A pesquisa usou dados dos núcleos de gelo da Antártida, coletados ao longo de dois mil anos, para analisar a relação entre o aumento do CO2 e o aquecimento global.

Esses núcleos de gelo contêm bolhas de ar preservadas, que funcionam como uma “fotografia” da atmosfera de épocas passadas. Através dessa técnica, os cientistas estimaram que o aquecimento causado pelo homem já era de 1,49°C até 2023.

A pesquisa revela que desde 1850, o aumento da temperatura tem sido linearmente relacionado ao aumento de CO2 na atmosfera, uma relação que pode ser quantificada com mais precisão usando os dados dos núcleos de gelo, que são mais confiáveis do que as medições diretas de temperatura feitas no século XIX.

Previsão de que 2024 seja o ano mais quente da História

A pesquisa vem em um momento de crescente preocupação com o clima. O observatório Copernicus, da União Europeia, anunciou recentemente que 2024 deve ser o ano mais quente da história, com a temperatura global ultrapassando 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Isso reforça o alerta de cientistas como Forster, um dos autores do estudo, que acredita que o limite de 1,5°C pode ser ultrapassado em breve, o que comprometeria os objetivos globais do Acordo de Paris.

Diante dessa perspectiva, Forster enfatiza a necessidade de políticas climáticas mais eficazes, tanto nacionais quanto internacionais, para controlar o aumento da temperatura e minimizar os impactos do aquecimento global. O estudo também sugere que, embora o limite de 1,5°C seja iminente, ainda é possível adotar medidas para mitigar os danos e adaptar-se às novas condições climáticas.

Com informações do g1

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