UBS Group AG concordou em comprar o Credit Suisse, seu maior concorrente no mercado, por mais de US$ 2 bilhões, de acordo com fontes ligadas ao assunto.
A negociação histórica, mediada pelo governo, procura conter os danos envolvendo a crise de confiança com potencial de se espalhar por todo o mercado financeiro mundial. A proposta inicial do UBS era de até US$ 1 bilhão, mas o valor foi criticado por integrantes da concorrente.
O acordo prevê a compra de todas as ações, em uma quantia equivalente a apenas uma fração do valor de mercado da instituição financeira no fechamento de sexta-feira.
O Credit Suisse foi avaliado em cerca de 7,4 bilhões de francos suíços, o equivalente a US$ 8 bilhões.
Pela nova proposta, o UBS vai passar a pagar 0,50 francos suíços por ação, ou US$ 0,54, o dobro do pretendido inicialmente, de 0,25 francos suíços, segundo o Financial Times.
No entanto, ainda está bem abaixo do valor de negociação dos papéis no fechamento dos mercados nesta sexta-feira, de 1,86 francos suíços.
O plano, negociado em conversas sobre a crise feitas às pressas durante o fim de semana, procura lidar com uma queda considerável nas ações e nos títulos do banco suíço na última semana, depois do colapso de pequenos credores nos Estados Unidos.
O UBS também concordou em suavizar uma cláusula de mudança adversa envolvendo spreads — a diferença entre juros pagos em investimentos e juros cobrados em empréstimos ou financiamentos — em operações realizadas pelo banco, segundo informações do Financial Times.
A alteração se aplica ao período entre a assinatura e o fechamento do acordo, segundo fontes que acompanharam as discussões.
O banco central suíço tentou conter a retirada de investimentos no Credit Suisse com apoio de liquidez, que suspendeu temporariamente a fuga de capitais.
No entanto, o drama do mercado continua trazendo o risco de que clientes continuem retirando recursos, além do possível espalhamento para os demais setores.
As informações são do Globo online.





