A milícia Houthi, do Iêmen, reivindicou, neste domingo, um ataque contra um porta-aviões estadunidense no Mar Vermelho, um dia após bombardeios dos Estados Unidos contra redutos do grupo rebelde apoiado pelo Irã.
“Em resposta a essa agressão (dos EUA), as forças armadas lançaram uma operação militar (…) direcionada contra o porta-aviões americano USS Harry Truman e os navios de guerra que o acompanham no norte do Mar Vermelho”, afirmaram os houthis em um comunicado. Os rebeldes afirmaram que dispararam 18 mísseis e um drone.
Os houthis haviam prometido retaliar os Estados Unidos após uma série de bombardeios ordenados pelo presidente Donald Trump ontem, no Iêmen. Essa foi a maior ação militar desde o retorno do republicano à Casa Branca.
Segundo o grupo rebelde, os ataques aéreos e navais mataram pelo menos 31 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e deixaram mais de 100 feridos.
Os Houthis contam com o apoio do Irã, país que vem realizando ataques contra Israel em apoio à Palestina e ameaçando a navegação comercial no Mar Vermelho há mais de um ano, como forma de prestar solidariedade ao grupo militante Hamas e protestar contra o genocídio em Gaza.
Os ataques aéreos e navais dos EUA atingiram radares, defesas antiaéreas e sistemas de mísseis e drones, para diminuir a capacidade do grupo de interferir em rotas marítimas internacionais.
Os Houthis, que controlam a maior parte do norte do Iêmen, haviam interrompido temporariamente seus ataques contra navios no Mar Vermelho após um cessar-fogo em Gaza, em janeiro.
No entanto, na semana passada, anunciaram que voltariam a atacar embarcações israelenses que tentassem cruzar o Mar Vermelho, o Mar Arábico, o Bab-el-Mandeb e o Golfo de Aden.
Com informações de O GLOBO.
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