A invasão à Praça dos Três Poderes, no último domingo, instigadas por atos golpistas de apoiadores Jair Bolsonaro (PL), segue dando repercussão negativa ao ex-presidente.
Segundo o levantamento do índice de Popularidade Digital (IPD), da Quaest, Bolsonaro atingiu o menor nível de popularidade na internet dos últimos quatro anos, após os ataques de vandalismos em Brasília no final de semana.
As informações são do Blog Sonar, no Globo online.
Ontem, horas após a tentativa de golpe, o ex-presidente marcava 21 pontos no indicador. No sábado, quando os primeiros grupos de golpistas ainda começavam a chegar e se reunir, seu desempenho estava na casa dos 40 pontos.
A ação promovida por radicais causou inúmeros prejuízos aos cofres públicos — sinalizando, portanto, uma racha na base bolsonarista e incerteza sobre o potencial mobilizador do líder que no Instagram carrega mais de 25 milhões de seguidores.
O índice que mede a “fama” dos líderes parlamentares nas redes sociais varia de 0 a 100 pontos, calculado diariamente pela consultoria.
Desde que assumiu o seu primeiro e único mandado, o pico de popularidade Bolsonaro registrou 88,1 pontos, em 7 de outubro de 2022, no período entre o primeiro e segundo turno — melhor desempenho desde que o índice passou a ser diário, em janeiro de 2019.
— Os protestos em Brasília que tentaram atingir a governabilidade do Lula, na prática, atingiram apenas a credibilidade do Bolsonaro. Essa é a síntese da consequência política que agente viu hoje. Parte do Bolsonarismo que se dividiu. Isso é uma fraqueza do movimento de oposição que vai dar a Lula mais força e mais legitimidade no Brasil para lutar contra movimentos antidemocráticos. — afirma Felipe Nunes pesquisador e diretor da Quaest.
No entanto, a ação suscitada pelos “soldados do terrorismo” no Distrito Federal, acarretou ao ex-mandatário pontos negativos ao território que lhe é caro — o virtual.
— O mais significativo é que a reação das pessoas, em maioria repudiando os atos golpistas, conseguiu superar a divisão eleitoral no Brasil que saiu de uma eleição 50 a 50. O Bolsonaro estava grande e o antipoetismo relevante. Agora, após os ataques de domingo, os apoiadores conseguiram dividir a base do Bolsonaro — pontuou Nunes.





