Hamas e Israel finalmente chegaram a um acordo de cessar-fogo, gerando celebrações entre palestinos e israelenses em ambos os lados da fronteira. Depois de 15 meses de conflitos que resultaram em 45 mil mortes, a negociação, que contou com a mediação do Catar, culminou em um pacto que inclui a troca de reféns e prisioneiros em etapas. Está prevista também a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Este acordo, que havia sido proposto anteriormente e rejeitado, representa uma significativa reviravolta na posição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que havia prometido que a guerra só terminaria com a aniquilação do Hamas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) já ordenou a liberação de caminhões com ajuda humanitária para a região, enquanto Netanyahu enfrenta um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade.
Trump reivindica autoria do acordo
Antes mesmo do anúncio oficial de Netanyahu, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, fez questão de reivindicar a autoria do acordo, postando em suas redes sociais: “Temos um acordo sobre os reféns no Oriente Médio. Eles serão liberados em breve. Obrigado”. Trump enfatizou que sua eleição sinalizava ao mundo a busca pela paz e segurança, prometendo que sua administração continuaria a trabalhar em prol da estabilidade na região.
Em sua mensagem, Trump também afirmou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, prosseguiria com os esforços diplomáticos, destacando que o cessar-fogo é um passo em direção a novos avanços, incluindo a expansão dos Acordos de Abraão. “Este é apenas o começo de grandes coisas que estão por vir para os Estados Unidos e para o mundo”, acrescentou.
Entretanto, Marco Rubio, indicado para chefiar a diplomacia de Trump, alertou que o cessar-fogo depende do cumprimento da liberação dos reféns. Ele ainda expressou preocupação com o processo judicial no Tribunal Penal Internacional, afirmando que a credibilidade da corte está em jogo e que um possível julgamento de Israel pode criar precedentes preocupantes para soldados e líderes americanos no futuro.
Com informações do UOL





