Ao votar neste domingo (19) em Buenos Aires, o candidato da extrema direita à Presidência da Argentina, Javier Milei, criticou o que chamou de “campanha suja” contra ele. Reforçou, dessa forma, seu discurso de pôr em dúvida o sistema eleitoral do país. Nos últimos dias, ele começou a denunciar uma suposta fraude que afetaria o resultado das eleições, embora não tenha apresentado provas.
“Estamos muito satisfeitos, apesar da campanha do medo e de toda a campanha suja que fizeram contra nós”, afirmou, criticando as estratégias de seu adversário, Sérgio Massa.
“Esperemos que amanhã haja mais esperança e não tanta continuidade da decadência”, disse, em uma referência à crise econômica por que passa o país, com inflação anual superior a 140%.
Neste domingo, ele afirmou que sua equipe está conseguindo repor as cédulas de votação. “Pode ser que faltem cédulas, mas porque estão nas urnas”, disse à imprensa, segundo o jornal local Clarín.
Milei votou em Buenos Aires acompanhado por um efetivo policial reforçado que evitou as cenas de confusão e eleitores passando mal vistas no primeiro turno. O candidato chegou de carro à Universidade Tecnológica Nacional, no bairro de Almagro. A chegada teve apoiadores emocionados, fogos e gritos contrários de um grupo pequeno de opositores.
O ultraliberal caminhou por um corredor de grades de alguns metros montado em frente à faculdade, enquanto duas fileiras da tropa de choque se posicionavam nas laterais do prédio.
Na varanda de um prédio, alguns eleitores de Massa também reagiram. Em resposta, ouviram “vão para Cuba” do público que já havia corrido atrás do carro de Milei. Houve alguns empurrões na passagem do candidato ultraliberal, mas o voto foi rápido e sem grandes ocorrências..
MIlei recebeu o apoio de Patricia Bullrich, terceira colocada no primeiro turno, com 23% dos votos. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram uma disputa acirrada, com empate técnico ou ligeira vantagem para o candidato da oposição. O vencedor tomará posse em 10 de dezembro, data que marca os 40 anos de democracia na Argentina.
Com informações do UOL





