Os Estados Unidos terão uma nova embaixada em Brasília a partir de 2030, com um investimento de R$ 3,5 bilhões (US$ 623 milhões). A obra, que é uma das maiores em andamento na capital, representa um marco nas relações bilaterais entre Brasil e EUA. Segundo Luke Ortega, porta-voz da embaixada americana, o novo edifício simboliza os laços sólidos entre os dois países e renova o compromisso diplomático: “A relação com o Brasil é sólida, mas também está sempre em evolução… o objetivo com essa nova obra é ter uma instalação diplomática que corresponda à importância dessa relação.”
Com previsão de gerar 10 mil empregos diretos e indiretos, o projeto terá grande impacto econômico, especialmente em Brasília, onde são esperados investimentos locais de R$ 1 bilhão. Cerca de 230 trabalhadores, majoritariamente brasileiros, atuam na construção, que em breve deverá ter até 400 pessoas envolvidas.
As obras incluem a construção de uma nova chancelaria com 22 mil m² e capacidade para abrigar mais de 450 funcionários. A previsão é de que a estrutura principal esteja pronta até 2028, e que as instalações finais, incluindo áreas de lazer e moradia para os fuzileiros navais, sejam concluídas até 2030.
Em 2023, foram emitidos 1,1 milhão de vistos para brasileiros
Além disso, a embaixada contará com uma nova área de atendimento consular, com capacidade 40% maior para atender à crescente demanda por vistos de brasileiros. Ortega explicou que em 2023 foram emitidos 1,1 milhão de vistos, e a expectativa é superar esse número em 2024, o que justifica o aumento nas instalações: “Vamos aumentar a capacidade das janelas consulares de entrevistas com essa nova obra.”
A nova embaixada foi projetada pelo escritório americano Studio Gang, em parceria com o brasileiro Atria, e traz uma releitura das obras do arquiteto Oscar Niemeyer. O uso de concreto como material estrutural e o formato curvo do edifício refletem a estética de Brasília, com técnicas de arquitetura que visam o conforto térmico.
O prédio contará com sistemas de sombreamento natural e aproveitamento máximo da luz solar, além de azulejos portugueses que destacam o contraste geométrico da fachada.
O projeto também prioriza a sustentabilidade, com a instalação de painéis solares capazes de gerar 25% da energia necessária para o edifício. A coleta de água da chuva será utilizada na irrigação de jardins durante a seca, e haverá reutilização de águas residuais. A vegetação nativa do cerrado será reintroduzida no terreno, e 92 árvores da embaixada original foram transferidas temporariamente para o Brasília Country Club.
O jardim projetado por Roberto Burle Marx na década de 1960 será restaurado, com espelhos d’água, plantas tropicais e paredes de cobogó, preservando o conceito paisagístico original da época.
Com informações da Folha de S.Paulo





