O norte-americano Brent Sikkema, de 75 anos, foi assassinado em sua casa, no Jardim Botânico com 18 facadas, a maioria no rosto e no tórax, informou o delegado Felipe Curi, diretor do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa.
O delegado afirmou que o cubano Alejandro Triana Tevez, preso nesta quinta-feira (18), planejou e executou a ação de forma cruel e premeditada. O caso, afirmou é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, a polícia não descarta a hipótese de haver um mandante por trás do crime. O corpo foi encontrado nessa segunda-feira (15).
“Foi uma ação premeditada e cruel. Ele esperou o melhor momento para entrar na casa da vítima. Não arrombou a porta. Ficou 15 minutos lá. E, de acordo com o laudo cadavérico, levou 18 facadas”, disse o delegado
Alejandro vivia no Brasil desde 2022, quando pediu refúgio no país. Verificamos que ele veio de São Paulo para cá, aguardou diversas horas esperando o momento para a prática do crime, e depois retornou para São Paulo”, disse Curi.
Os policiais trabalham com a hipótese de que Alejandro conhecia a vítima.
“Surgem informações de que autor e vítima eram conhecidos. Soubemos que ele esteve no Rio em julho do ano passado, ao mesmo tempo que Brent estava no Brasil. Uma testemunha não descarta que eles teriam se encontrado”, afirmou Alexandre Herdy, delegado titular da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Segundo a polícia, o suspeito não arrombou a porta da casa do norte-americano. Ele usou uma chave mista.
“O autor foi bastante cuidadoso na ação criminosa. Nos chamou a atenção ele ter mantido o ar-condicionado ligado, provavelmente para evitar que os vizinhos percebessem os efeitos da morte em uma região em que as casas são bastante próximas, coladas”, afirmou Herdy.
Com informações do Metrópoles
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