A morte da médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, durante uma perseguição policial na Zona Norte da capital, provocou repercussão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que realizou um minuto de silêncio em homenagem à vítima nesta semana. A iniciativa foi solicitada pela deputada estadual Renata Souza (Psol), que também levantou questionamentos sobre a atuação policial no caso.
Andrea foi atingida por um disparo na noite de domingo (15), em Cascadura, durante uma troca de tiros entre policiais militares e suspeitos em fuga. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga se o tiro que atingiu a médica partiu de agentes da PM ou de criminosos envolvidos na perseguição.
Investigação em andamento
A vítima foi encontrada já sem vida dentro do próprio carro, após o confronto. Segundo relatos de moradores, Andrea era conhecida na região e teria ido visitar a mãe quando foi atingida.
A polícia também apura a possibilidade de o veículo da médica, branco, ter sido confundido com o carro utilizado pelos suspeitos, que teriam características semelhantes.
O comandante-geral da Polícia Militar, Marcelo Menezes, afirmou que o caso será apurado com rigor. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do disparo e identificar responsabilidades.
Repercussão na Alerj
Durante sessão na Alerj, a deputada Renata Souza solicitou a realização de um minuto de silêncio em memória da médica. Ao se pronunciar, a parlamentar associou a abordagem policial ao fato de a vítima ser negra e questionou a condução do caso.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Renata afirmou que, se a vítima fosse branca, a reação do governo poderia ter sido diferente. Segundo ela, haveria possibilidade de adoção de medidas mais duras, como a exoneração de secretários.






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