A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) finalizou às 19h40 desta terça-feira (20) a manutenção programada no Sistema Guandu, responsável pelo abastecimento de água na capital fluminense e na Baixada Fluminense. A informação foi confirmada pela própria empresa, que destacou que todos os serviços previstos foram executados dentro do prazo estipulado, previsto para às 20h.
A paralisação, que começou à meia-noite, interrompeu temporariamente a captação e o tratamento da água para permitir obras de modernização do sistema, incluindo a instalação de macromedidores — equipamentos capazes de medir grandes volumes de água, o que permite uma medição mais precisa e um controle mais eficaz das perdas. Segundo a Cedae, a retomada da captação e do tratamento ocorrerá de forma gradual, conforme a demanda das concessionárias que distribuem o recurso à população.
Durante o período em que as redes de distribuição ficaram secas, a concessionária Águas do Rio informou que realizou cerca de 40 intervenções em pontos estratégicos da capital, abrangendo o Centro, as zonas Norte e Sul, e a Baixada Fluminense. A empresa ressaltou que essas ações de melhoria só são possíveis com o sistema parado e garantiu que as intervenções não acarretarão impactos no abastecimento das regiões mais densamente povoadas.
A concessionária recomendou aos moradores que armazenem água para as necessidades básicas e que evitem tarefas que demandem grande consumo até a regularização do sistema. A normalização completa do abastecimento poderá levar até 72 horas ou mais, especialmente em áreas elevadas, nas extremidades do sistema ou em regiões que sofrerem algum impacto durante o processo de regularização.
No que diz respeito às concessionárias privadas que atendem áreas do Rio, a Iguá, responsável por 18 bairros da Zona Oeste, incluindo Anil, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, comunicou que o fornecimento será retomado gradativamente após a produção integral da água tratada pela Cedae. O prazo para normalização pode chegar a 72 horas, dependendo da pressurização da rede e das características específicas do sistema de distribuição em cada localidade. A Iguá reforçou que o retorno pode ser mais demorado em áreas conhecidas como “pontas de rede” e em regiões elevadas.
Já a Rio+Saneamento, que atende 24 bairros da Zona Oeste do Rio, como Bangu, Campo Grande, Santa Cruz e Realengo, informou que o prazo para restabelecimento total do abastecimento será de até 72 horas, podendo se estender em localidades de difícil acesso, como extremidades da rede e áreas altas. Durante a paralisação do Sistema Guandu, a Rio+Saneamento aproveitou para realizar 11 intervenções de melhoria, incluindo a troca de registros e a instalação de válvulas e ventosas, além de grandes reparos na infraestrutura.
Funcionários da Cedae foram fotografados durante as intervenções realizadas na paralisação do sistema, evidenciando o trabalho intenso para garantir a modernização e a eficiência do abastecimento de água na região.
Em resumo, a operação representa um passo importante para o aprimoramento do sistema de abastecimento da capital fluminense, com benefícios esperados na redução de perdas e no controle do volume de água distribuído, garantindo mais segurança e sustentabilidade no fornecimento para milhões de moradores.





