Agência reguladora multa Supervia e oficia MetrôRio por escadas rolantes e elevadores parados nas estações

A Agetransp, agência reguladora do setor, oficiou o MetrôRio a apresentar um relatório sobre elevadores e escadas rolantes fora de operação ou em manutenção nesta terça-feira. A decisão, tomada em sessão regulatória do conselho diretor, também determinou a aplicação de multa à SuperVia, no valor de R$ 469.724,01, após “descumprimento de medida cautelar”, que havia…

A Agetransp, agência reguladora do setor, oficiou o MetrôRio a apresentar um relatório sobre elevadores e escadas rolantes fora de operação ou em manutenção nesta terça-feira. A decisão, tomada em sessão regulatória do conselho diretor, também determinou a aplicação de multa à SuperVia, no valor de R$ 469.724,01, após “descumprimento de medida cautelar”, que havia determinado elaboração de um plano de manutenção dos equipamentos de acessibilidade das estações.

De acordo com a Agetransp, a multa foi decidida pelo seu Conselho Diretor, por unanimidade, em sessão regulatória realizada nesta terça-feira. Outra determinação, segundo a agência reguladora, é a de que a concessionária de trens apresente um plano para restabelecer o funcionamento dos equipamentos.

Esse documento “deverá assegurar o funcionamento regular das escadas rolantes e dos elevadores no prazo de 30 dias, garantindo o amplo acesso dos usuários ao sistema de transporte ferroviário”, informa a decisão.

— A SuperVia não pode se manter inerte, tendo em vista a gravidade do problema, em relação à acessibilidade dos usuários no sistema de transporte ferroviário. A concessionária não só descumpriu a decisão acautelatória como não atendeu aos preceitos legais do contrato de concessão — disse Adolpho Konder, presidente da Agetransp, pontuando que a SuperVia programou a reforma de cinco equipamentos no período, não atendendo a decisão da agência.

Levantamento da Câmara de Transportes e Rodovias da Agetransp aponta que 59% das escadas rolantes estão fora de operação, assim como 24% dos elevadores.

— Hoje vemos o sacrifício de cadeirantes que tentam acessar o trem ou o metrô e enfrentam as mais diversas dificuldades. Essa decisão é de suma importância — observou Charlles Batista, vice-presidente da Agestransp.

A reportagem procurou MetrôRio e SuperVia, e aguarda posicionamento.

Com informações do GLOBO.

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