O Ministério Público Federal denunciou a advogada carioca Juliana Bierrenbach Bonetti por desacato a servidor público por conta de um entrevero nas dependências da penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná. Ela não gostou de ter sido repreendida por um funcionário do presídio quando prestava atendimento jurídico a Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins.
Encarregado do monitoramento da conversa, o servidor a teria interrompido por conduta considerada inadequada. Ao concluir a visita ao cliente, Juliana Bierrenbach se dirigiu ao agente Verilson para saber o nome do responsável pela escuta. O funcionário teria se recusado a responder, sugerindo que ela representasse contra o setor, o que seria suficiente para que o caso fosse apurado internamente.
De acordo com a denúncia, neste momento a advogada teria se alterado, chamando Verilson de palhaço, sob a alegação de que exercia direito à liberdade de expressão. Ainda de acordo com o relato da Procuradora da República Yara Queiroz Sprada, Juliana Bierranbach teria dito: “Você vai se arrepender”, ao que Verilson teria indagado: “Isto é uma ameaça?”.
A procuradora Yara Sprada pede que a advogada responda pelo crime de desacato a servidor público, artigo 331 do Código Penal, com pena de detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa.
Juliana Bierrenbach foi advogada do senador Flávio Bolsonaro, à época em que era sócia de Luciana Pires.





