O número de mortes em acidentes aéreos no Brasil disparou em 2024, atingindo 152 vítimas fatais, um aumento de 97% em relação a 2023. O dado, registrado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), representa o maior patamar desde 2014, quando a série histórica começou.
Na última sexta-feira (7), a queda de uma aeronave de pequeno porte na Barra Funda, em São Paulo, deixou dois mortos e seis feridos. Apenas em 2025, já foram registradas 22 ocorrências, resultando em 10 mortes.
Entre os acidentes mais graves de 2024, a tragédia de 22 de dezembro em Gramado (RS) se destacou, com 10 vítimas fatais. O caso foi o segundo mais letal do ano, atrás apenas do desastre com um avião da VoePass, que caiu em agosto e matou 62 pessoas. Outros episódios trágicos incluíram os acidentes em Manoel Urbano (AC) e Itapeva (MG), ambos com sete mortes, além do ocorrido em Ouro Preto (MG), que vitimou seis pessoas.
Os números mostram que, mesmo sem contabilizar as vítimas do voo da VoePass, 2024 ainda teria 86 mortes, o segundo maior total da série histórica. Até então, 2016 era o ano mais letal, com 104 vítimas fatais.
Apesar da alta quantidade de mortes, o número de acidentes fatais não foi o maior já registrado. Em 2024, foram 41 quedas com vítimas, um aumento de 36% em relação ao ano anterior. No entanto, anos como 2015 (47 acidentes) e 2016 (45) tiveram mais ocorrências.
A aviação privada liderou entre os acidentes fatais, com 22 casos. Sete envolviam voos agrícolas, e outros foram relacionados a operações de instrução, policiais ou experimentais. Apenas um acidente, em Vinhedo (SP), ocorreu em um voo comercial regular.
São Paulo foi o estado com mais ocorrências fatais, registrando 11 casos, seguido por Mato Grosso (6), Pará (5) e Minas Gerais (5). Entre as principais causas, a perda de controle em voo foi responsável por 13 acidentes, enquanto falhas mecânicas no motor levaram a sete quedas. Outras 10 ocorrências ainda estão sob investigação.
O aumento expressivo de acidentes e vítimas em 2024 levanta alertas sobre a segurança da aviação no país, especialmente em voos privados e de pequeno porte. As investigações do Cenipa e da Polícia Civil buscam esclarecer os fatores que levaram a essa escalada de tragédias.
Com informações de O Globo





