Lula discursará nas Nações Unidas por mais poder para os países aos emergentes

Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidenty Luiz Inácio Lula da Silva deverá dizer que  o atual sistema de governança e os organismos internacionais não atendem mais os interesses do século 21 e não representam a relação de poder atual no mundo. A fala do presidente…

Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidenty Luiz Inácio Lula da Silva deverá dizer que  o atual sistema de governança e os organismos internacionais não atendem mais os interesses do século 21 e não representam a relação de poder atual no mundo.

A fala do presidente está marcado para terça-feira. Ele mandará um recado claro aos países ricos de que os emergentes exigem que sua voz seja ouvida nas decisões globais a partir de agora, conta Jamil Chade em sua coluna no UOL.

Lula está em Nova York com uma delegação de 13 ministros e 300 pessoas inscritas, inclusive da sociedade civil e indústria.

No Palácio do Planalto, a ordem é a de colocar fim ao isolamento criado durante os anos de Jair Bolsonaro e, em cada uma das áreas, usar o encontro máximo da ONU para restabelecer agendas e programas internacionais. A meta é tornar o Brasil um protagonista em cada um dos setores da política externa.

Lula vai defender uma reforma dos organismos internacionais, principalmente das entidades que lidam com as finanças internacionais e o Conselho de Segurança da ONU.

O discurso ainda está em fase de ajustes. Um dos rascunhos, que circulou entre diplomatas neste sábado (16), servia de esboço para o que será o retorno de Lula ao palco principal da ONU, depois de mais de uma década de ausência.

O brasileiro vai alertar que o atual estado da ONU não serve, que o sistema mantém excluída a voz de milhões de pessoas e que uma reforma do Conselho de Segurança para incluir novos membros é fundamental se a entidade quiser se manter relevante.

Lula ainda deve se beneficiar da ausência do presidente da China, Xi Jinping, que poderia ser considerado como o principal antagonista dos países Ocidentais. Narenda Modi, primeiro-ministro indiano, tampouco confirmou presença.

Também não estarão presentes o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak. Vladimir Putin, presidente russo, não deixa seu país desde o início da guerra.

O brasileiro, portanto, tem a possibilidade de atuar como principal interlocutor do Brics e do Sul Global.

Lula vai abordar dois outros temas: o combate à fome e à desigualdade e o anúncio de que o Brasil terá um novo compromisso de redução de emissões de CO2.

Assim como ocorreu ao assumir o G20, Lula deve enfatizar que a guerra na Ucrânia não pode contaminar os demais assuntos da agenda internacional, como as crises espalhadas pelo globo.

Com informações do UOL

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